Imagem: Isabel Baraona

A Teia da Ilustração
\ Ciclo de Palestras

Ciclo de palestras dedicadas à ilustração e destinadas ao público em geral, alunos do ensino secundário e universitário e artistas interessados.

Estas palestras terão a curadoria de Pedro Moura, investigador e ensaísta.


Leonor Riscado

21 Outubro . Sábado / 15H00


Mattia Denisse

25 Novembro . Sexta / 10H30


Paul Hardman

9 Dezembro . Sábado / 15H00


\ Inscrição

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. Disponibilidade até lotação máxima da sala. A confirmação de inscrição será efetuada por e-mail.

Inscrição

The web of illustration
\ Cycle of lectures

Cycle of lectures dedicated to illustration and aimed at the general public, secondary school and university students, and artists with a keen interest.

These lectures will be curated by Pedro Moura, researcher and essayist.


Leonor Riscado

21 October . Saturday / 15H00


Mattia Denisse

25 November . Friday / 10H30


Paul Hardman

9 December . Saturday / 15H00


\ Entry Form

Participation is free, but subject to prior registration. Availability until the maximum capacity of the room. Registration confirmation will be made by email.

Entry Form

Local

Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG)
Plataforma das Artes e da Criatividade (PAC)
Av. Conde Margaride, nº 175
4810-525 Guimarães

A teia da ilustração

“A imagem… uma técnica diferente de apreensão do conhecimento”.

Michel Melot, L’Illustration (1984)

A tarefa da ilustração desdobra-se não num conjunto de saberes disciplinares de aplicabilidade variada, mas numa função unívoca de resposta ao mundo. Com efeito, até pela sua origem etimológica, a ilustração é o lançamento de um risco, uma sombra a carvão, que ilumina aquilo que mostra, demonstra e cria. Roubando uma ideia de Alan Male, podemos compreender a ilustração como um ser vivo, que possuirá as suas formas e desenvolvimentos internos (uma morfologia), ritmos e processos (biologia) e integrações no entorno (ecologia). Numa perspectiva de conjunto, as três palestras-conversas propostas pela Bienal de Ilustração de Guimarães pretendem criar um quadro no qual todas essas vertentes estarão expostas, revelando algumas das possíveis facetas da sua interrogação.

Mais do que uma autonomia auto-suficiente e solipsista, a ilustração é uma expressão artística que está logo à partida em diálogo com outras formas de compreender o mundo, de o traduzir. Responde à literatura, à ciência, às artes, às situações sociais, às construções de identidade, e à sua própria história interna. Estes três encontros propõem três modos de encetar algumas dessas respostas. Três visões ancoradas em saberes, trabalhos, posições e fazeres bem distintos, não se quererá de forma alguma apresentar um contributo para uma conclusão fechada e homogénea, mas antes libertar as fugas possíveis do pensamento.

Louise Bourgeois chamava ao desenho “uma secreção, como o fio de uma teia de aranha”. Outro ser vivo. Tricotemos então todos os fios possíveis, mesmo que nos concentremos em tanger apenas alguns. Em que medida é que a ilustração contribui para a literacia? Quais as diferenças entre a literacia e a literacia visual? Em que se transforma um livro ilustrado quando a ilustração ganha direito de cidadania? Como se escreve para a imagem? E como se a lê? Focando sobretudo o emprego da ilustração no campo da literatura para a infância, mas indo bem mais longe disso pelos caminhos trilhados pelos livros, são essas as perguntas que colocámos a Leonor Riscado para a primeira sessão.

Pode o desenho fabricar o seu próprio mundo? Podem as ilustrações criar um diálogo consigo mesmas de forma a criar uma tessitura espessa e interpretável? Como se reencanta o mundo pela ilustração? Poderemos aproximarmo-nos do fascínio que os desenhos tecem nos nossos olhos? Mattia Denisse será o nosso guia nesta teia expansível.

Enquanto criação de imagens, e estas como entidades no mundo, como é que a ilustração pode comunicá-lo? Que diferença existe na força da ilustração quando empregue na propaganda, na publicidade e como se distinguirá a promoção de valores? Como actua e se diferencia a ilustração perante o desafio de um projecto artístico e a identidade de uma instituição? Com que elementos é que ela se constrói? Pode ela ser treinada e estudada? Essas são as dimensões que Paul Hardman explorará na sua conversa.

Pedro Moura

The web of illustration

"The image ... a different technique of apprehension of knowledge".

Michel Melot, L’Illustration (1984)

The task of illustration unfolds not in a set of disciplinary knowledge of varied applicability, but in a univocal function of response to the world. In fact, even by its etymological origin, illustration is the launching of a scratch, a shadow in charcoal, which illuminates what it shows, demonstrates and creates. Stealing an idea from Alan Male, we can understand illustration as a living being, which will possess its internal forms and developments (morphology), rhythms and processes (biology) and integrations in the environment (ecology). In an overall perspective, the three lectures-talks proposed by the Guimarães Illustration Biennial intend to create a framework in which all these aspects will be exposed, revealing some of the possible facets of their interrogation.

More than a self-sufficient and solipsistic autonomy, illustration is an artistic expression that is in dialogue from the beginning with other ways of understanding the world, of translating it. It responds to literature, science, the arts, social situations, identity constructions, and its own internal history. These three meetings propose three ways to reach some of those responses. Three visions, anchored in very distinct knowledge, works, positions, and actions, will in no way be a contribution to a closed and homogeneous conclusion, but rather to free the possible leaks of thought. Louise Bourgeois called the drawing "a secretion, like the thread of a spider's web". Another living being. Let us then knit all possible threads, even if we concentrate on tangling only a few.

To what extent does illustration contribute to literacy? What are the differences between literacy and visual literacy? What becomes of an illustrated book when the illustration obtains right of citizenship? How do you write for the image? And how do you read it? Focusing above all on the use of illustration in the field of literature for children, but going far beyond across the paths created by books, these are the questions we posed to Leonor Riscado for the first session.

Can drawing fabricate its own world? Can illustrations create a dialogue with themselves in order to create a thick and interpretable texture? How does one enchant the world again by illustration? Can we get close to the fascination that drawings weave in our eyes? Mattia Denisse will be our guide in this expandable web.

While creating images, and taking these as entities in the world, how can illustration communicate? What difference is there in the strength of illustration when used in propaganda, in advertising and how can the promotion of values be distinguished? How does the illustration act and distinguish itself when facing the challenge of an artistic project and the identity of an institution? With what elements does it build itself? Can it be trained and studied? These are the dimensions that Paul Hardman will explore in his conversation.

Pedro Moura


Big

  • BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães
  • Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG)
  • Plataforma das Artes e da Criatividade (PAC)
  • Av. Conde Margaride, nº 175
  • 4810-525 Guimarães

Contactos . Contacts

  • Telm.: +351 962 834 852
  • Email: geral@big.guimaraes.pt

Siga-nos . Follow us

 
 
 


2017 . BIG . Bienal de Ilustração de Guimarães . Todos os direitos reservados.
2017 . design at publiSITIO®